sábado, 25 de junho de 2011

"Não precisa fazer nada?"

É o que muita gente diz quando falamos que a salvação é totalmente de graça. E falam, não sentindo surpresa e alegria por tão grande bondade de Deus, mas de forma debochada e escarnecedora. "Então, não precisamos fazer nada?"
A teologia diabólica da salvação por obras foi tão bem implantada que para muitos é difícil entender um texto tão claro como este: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie".(Efésios 2:8 e 9).
Não necessita de interpretação. É de graça mesmo, como está escrito.
Se alguém prometesse lhe dar alguma coisa valiosa, ou fazer algo por você, dizendo que seria totalmente de graça, você seria tão obtuso a ponto de perguntar: "E quanto lhe devo pagar por isso?" Não estaria sendo grosseiro, e ofendendo aquele que lhe prometera?. No entanto é o que muitos fazem com o Senhor Jesus.
O querer fazer algo para merecer a vida eterna é uma atitude arrogante, insensata e ofensiva. O Senhor diz: "é de graça". E o coitado replica: "não, mas eu quero pagar". Querer merecer a salvação é desconsiderar Aquele que disse: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". (Romanos 3:23). Não podemos pagar Àquele que, estando nós condenados à morte, morreu em nosso lugar. Nada impede, porém, que sejamos gratos a Quem nos fez tamanho benefício. Assim, em vez de falar: "tenho que fazer alguma coisa para me salvar", deve-se dizer: "desejo fazer tudo ao meu alcance para ser grato Àquele que me deu a salvação".

sábado, 7 de maio de 2011

ABOMINAÇÃO LEGALIZADA!


As forças que agem por detrás da legalização do homossexualismo, só podem ser diabólicas. O movimento pró gay está crescendo e encontrando apoio nos mais altos setores da sociedade e do poder público. Isso prova uma coisa: o total descaso com a Palavra de Deus, a Bíblia. Não se trata de religião, de doutrinas inventadas por homens. É a palavra de Deus.

"Não te deitarás com varão, como se fosse mulher; é abominação".(Levítico 18:22)

"Se um homem se deitar com outro homem, como se fosse com mulher, ambos terão praticado abominação; certamente serão mortos; o seu sangue será sobre eles".(Levítico 20:13).

Essa é a pura Palavra de Deus. Clara, positiva, sem necessidade de interpretação. Homossexualismo é abominação. Não há meio termo, nem a condenação do ato é aplicada apenas a uma determinada época. Está confirmada também no Novo Testamento.

"Por isso Deus os entregou, nas concupiscências de seus corações, à imundícia, para serem os seus corpos desonrados entre si;
pois trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente. Amém.
Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza;
semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro".
(Romanos 1:24-27).

O mundo está cheio de cegos guiando cegos. Governantes, parlamentares, juízes e altas personalidades, pouca ou nenhuma importância dão ao que diz a Bíblia, por sentirem vergonha de concordarem com a vontade de Deus. Não sentem vergonha de apoiar a depravação, o que a Palavra de Deus chama de abominação, mas se envergonham de defenderem o direito, e ainda planejam criar leis para punir aqueles que se levantam corajosamente a favor da verdade. Mas, no final, o bem vencerá o mal, porque Deus nunca perdeu uma batalha.

sábado, 11 de setembro de 2010

TESTEMUNHO DE JESUS




“Ata o testemunho, sela a lei entre os meus discípulos”.(Isaías 8:16)

“A Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva”.(Isaías 8:20.

“E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus”.(Apocalipse 12:17).

“Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia”. (Apocalipse 19:10).

Aos escritos da senhora White foi dado o nome de Espírito de Profecia. Assim, os textos citados acima, tanto de Isaías como do Apocalipse, são apresentados em estudos como se referindo aos testemunhos de Ellen G. White. Embora o texto de Apocalipse diga claramente que o testemunho de Jesus é que é o espírito de profecia, e não o testemunho de Ellen G. White.
Vamos considerar outras passagens da Bíblia, para entendermos melhor o que é o testemunho de Jesus.

“E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim”.(Mateus 24:12).

“Se eu der testemunho de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Outro é quem dá testemunho de mim; e sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro”. (João 5:31, 32).

“Eu, porém, não recebo testemunho de homem; mas digo isto para que sejais salvos”. (João 5:34).

“Mas o testemunho que eu tenho é maior do que o de João; porque as obras que o Pai me deu para realizar, as mesmas obras que faço dão testemunho de mim que o Pai me enviou”. (João 5:36).

As obras de Cristo estão relatadas em todo o Novo Testamento. Ali está o Testemunho de Jesus.

“Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim”. (João 5:39).

A Bíblia toda dá testemunho de Cristo. Portanto, a Escritura Sagrada, a Bíblia é o único e verdadeiro Testemunho do Espírito de Profecia.

"Perguntou-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz”. (João 18:37).

“Assim como o testemunho de Cristo foi confirmado entre vós”.(1Coríntios 1:6).

Este testemunho que foi confirmado entre os crentes na época do apóstolo Paulo era o mesmo que João fala em Apocalipse 19:10.

"E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria”.(1Coríntios 2:1).

“O qual se deu a si mesmo em resgate por todos, para servir de testemunho a seu tempo”. (1Timóteo 2:6).

“Portanto não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa comigo dos sofrimentos do evangelho segundo o poder de Deus”. (2Timóteo 1:8).

O testemunho de nosso Senhor é o Evangelho. Por esse testemunho foi que o dragão irou-se contra a mulher e foi fazer guerra ao resto de sua semente. (Apoc. 12:17).

“Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê, mentiroso o faz, porque não crê no testemunho que Deus de seu Filho dá”. (1João 5:10).

“E o testemunho é este: Que Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho”. (1João 5:11).

“O qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, de tudo quanto viu”. (Apocalipse 1:2).

“Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus”. (Apocalipse 1:9).

Este é o mesmo testemunho a que João se refere em Apocalipse 12:17 e 19:10. Por causa desse testemunho, que é o evangelho de Jesus Cristo, é que ele foi preso.

“Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram”. (Apocalipse 6:9).

“E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra e as vencerá e matará”. (Apocalipse 11:7).

“E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte”. (Apocalipse 12:11).

“Então vi uns tronos; e aos que se assentaram sobre eles foi dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na fronte nem nas mãos; e reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos”. (Apocalipse 20:4).

Milhares de cristãos foram mortos depois da ascensão de Cristo e durante a idade média. A estes o apóstolo João se refere como tendo sido degolados por causa do testemunho de Jesus. Querer afirmar que este testemunho de Jesus são os escritos da senhora E. G. White é repudiar a história dos cristãos do passado e o próprio relato claro das Escrituras.


À LEI E AO TESTEMUNHO

“A Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva”. (Isaías 8:20).

Esse Testemunho, citado em Isaías 8:20, de maneira nenhuma pode se referir aos escritos da senhora White. O povo de Deus naquela época estava familiarizado com esta palavra e sabia exatamente o seu significado. Vejamos os textos bíblicos.

“E porás o propiciatório em cima da arca; e dentro da arca porás o testemunho que eu te darei”. (Êxodo 25:21).

“E ali virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que eu te ordenar no tocante aos filhos de Israel”. (Êxodo 25:22).

“Pendurarás o véu debaixo dos colchetes, e levarás para dentro do véu a arca do testemunho; este véu vos fará separação entre o lugar santo e o santo dos santos”. (Êxodo 26:33).

“E deu a Moisés, quando acabou de falar com ele no monte Sinai, as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus”.

O testemunho são os dez mandamentos. (Êxodo 31:18).

“E virou-se Moisés, e desceu do monte com as duas tábuas do testemunho na mão, tábuas escritas de ambos os lados; de um e de outro lado estavam escritas”. (Êxodo 32:15).

“Então tomou o testemunho e pô-lo na arca, ajustou à arca os varais, e pôs-lhe o propiciatório em cima”. (Êxodo 40:20).

“Nada havia na arca, senão as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera, junto a Horebe, quando o Senhor, fez um pacto com os filhos de Israel, ao sairem eles da terra do Egito”. (1Reis 8:9).


Pelos textos citados fica claro que o “testemunho” mencionado em Isaías 8:20 são os Dez Mandamentos, que Deus escreveu com o seu próprio dedo, pois foram essas duas tábuas que Moisés colocou dentro da arca, chamada “arca do testemunho”.
Mas o texto diz: “À lei e ao testemunho...”
Os cinco primeiros livros da Bíblia (pentateuco) são chamados de “lei”. Era sobre essa lei que Isaías estava se referindo, e ao testemunho – os dez mandamentos.


“... conforme está escrito na lei do Senhor: Todo primogênito será consagrado ao Senhor”. (Lucas 2:23).

“Perguntou-lhe Jesus: Que está escrito na lei? Como lês tu?” (Lucas 10:26).

Vejamos a resposta:

“Respondeu-lhe ele: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo”. (Lucas 10:27).

A resposta foi baseada em dois livros da lei.

“Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças”. (Deuteronômio 6:5).


“Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”. (Levítico 19:18).


“Está escrito na lei: Por homens de outras línguas e por lábios de estrangeiros falarei a este povo; e nem assim me ouvirão, diz o Senhor”. (1Coríntios 14:21).

CONCLUSÃO:
Ficou claro que “à lei e ao testemunho” (Is. 8:20),
refere-se a: lei = os cinco livros de Moisés;
Testemunho = as tábuas dos Dez Mandamentos. Jamais poderia se aplicar a escritos fora da Bíblia, mesmo porque era uma advertência também, e principalmente, para o povo de Israel, que estava familiarizado com as palavras: LEI E TESTEMUNHO. Da mesma forma como “testemunho de Jesus” diz respeito a todo o Novo Testamento, principalmente os Evangelhos.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

IMPOSIÇÃO DAS MÃOS


No Novo Testamento encontramos Jesus e os apóstolos, em várias ocasiões, impondo as mãos sobre as pessoas para abençoá-las e curar as enfermidades. Selecionei as passagens tanto dos Evangelhos como das Epístolas onde é mencionada a prática desse ato, e podemos ver quão diferente era do que acontece hoje.

Imposição das mãos para curar alguém:

“... e lhe rogava com instância, dizendo: Minha filhinha está nas últimas; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare e viva”. (Marcos 5:23).
“Jesus, pois, tomou o cego pela mão, e o levou para fora da aldeia; e cuspindo-lhe nos olhos, e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: Vês alguma coisa?” (Marcos 8:23).
“Então tornou a pôr-lhe as mãos sobre os olhos; e ele, olhando atentamente, ficou restabelecido, pois já via nitidamente todas as coisas”. (Marcos 8:25).
“... pegarão em serpentes; e se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados”. (Marcos 16:18).
“Ao pôr do sol, todos os que tinham enfermos de várias doenças lhos traziam; e ele punha as mãos sobre cada um deles e os curava”. (Lucas 4:40).
“Partiu Ananias e entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, enviou-me para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo”. (Atos 9:17).
“Aconteceu estar de cama, enfermo de febre e disenteria, o pai de Públio; Paulo foi visitá-lo, e havendo orado, impôs-lhe as mãos, e o curou”. (Atos 28:8).

Imposição das mãos para abençoar crianças:

“Então lhe trouxeram algumas crianças para que lhes impusesse as mãos, e orasse; mas os discípulos os repreenderam... E, depois de lhes impor as mãos, partiu dali”. (Mateus 19:13 e 15).
“E, tomando-as nos seus braços, as abençoou, pondo as mãos sobre elas”. (Marcos 10:16).

Imposição das mãos para alguém receber o Espírito Santo:

“Então lhes impuseram as mãos, e eles receberam o Espírito Santo”. (Atos 8:17).
“Havendo-lhes Paulo imposto as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e falavam em línguas e profetizavam”. (Atos 19:6).
“Quando Simão viu que pela imposição das mãos dos apóstolos se dava o Espírito Santo, ofereceu-lhes dinheiro, dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu impuser as mãos, receba o Espírito Santo”. (Atos 8:18,19).

Imposição das mãos quando alguém era enviado para uma missão especial:

“Enquanto eles ministravam perante o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: Separai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, depois que jejuaram, oraram e lhes impuseram as mãos, os despediram”. (Atos 13: 2,3).

Imposição das mãos para alguém receber um dom de Deus:

“Não negligencies o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbítero”. (1 Timóteo 4:14).
“Por esta razão te lembro que despertes o dom de Deus, que há em ti pela imposição das minhas mãos”. (2 Timóteo 1:6).

Imposição das mãos sobre pessoas escolhidas para um trabalho específico:

“O parecer agradou a todos, e elegeram a Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas, e Nicolau, prosélito de Antioquia, e os apresentaram perante os apóstolos; estes, tendo orado, lhes impuseram as mãos”. (Atos 6:5 e 6).

Considerando os textos sagrados, acima, entendemos que:
A imposição das mãos para: curar os enfermos, alguém receber o Espírito Santo, ser abençoado quando escolhido para um trabalho da igreja, ser abençoado quando enviado para uma missão de evangelismo, receber um dom de Deus, era, em si, um dom especial dado por Deus. E, sendo assim, quem recebia esse dom não o exercia parcialmente. No entanto, não encontramos nem nos Evangelhos, nem nas Epístolas, qualquer exemplo, ou citação, de que um sacerdote, ou apóstolo, ou diácono, tenha imposto as mãos sobre um casal em cerimônia matrimonial. Nem mesmo Jesus, nas bodas de Caná, teve uma participação ativa na realização do casamento. Se impor as mãos sobre os nubentes fosse algo que devesse ser praticado por um guia religioso, quem seria mais indicado para fazer isso senão Jesus? No entanto ele não o fez. Nem se tem notícia de que algum apóstolo ou sacerdote tenha praticado tal coisa. O que se nota, hoje, entre os ministros das diversas denominações, é a convicção, talvez até sincera, de que têm o poder, com exclusividade, de impor as mãos sobre as cabeças de casais e efetivar o enlace matrimonial; poder, no entanto, limitado, estendendo-se apenas até ao batismo de novos conversos e ordenação de pastores. Mas, fica a pergunta crucial: se eles têm esse dom, deve ter sido dado por Deus, ou então não tem nenhum valor; e se foi dado por Deus, por que não o exerce como os apóstolos – para curar enfermos e para que o crente receba o Espírito Santo?

segunda-feira, 22 de março de 2010

ANA CAROLINA - EVANGÉLICA?


Para Deus tudo é possível, e nós não temos o direito de julgar ninguém. Se Ana Carolina Jatobá se tornou evangélica na prisão, e se a sua conversão é verdadeira, fica, pelo menos, um fato interessante e crucial a ser considerado: caso ela seja realmente culpada da morte de Isabela, teria que agora, arrependida, uma vez convertida, confessar o seu crime; ou seria sua "conversão" uma tentativa de convencer que é inocente, nada tendo o que confessar? Fica, enfim, duas perguntas: se ela for condenada, continuará evangélica? Se for absolvida, continuará evangélica? O tempo vai se encarregar de responder a essas perguntas. Uma coisa é certa: promotores podem ser enganados; advogados podem ser enganados; juízes, jurados, o povo em geral, mas Deus, não. E, pensando nesse caso, acho que aos acusados deve ser dado o benefício da dúvida, porque, acredito, é melhor um culpado absolvido do que um inocente condenado. E, além do mais, a justiça de Deus não falha. É na Sua justiça que devemos confiar... E na Sua misericórdia.

sábado, 25 de abril de 2009

CRENTE E INCRÉDULO


NEM sempre deixar de crer em alguma coisa significa ser “incrédulo” no sentido espiritual. E pode ser exatamente o contrário – quem mais acredita em muitas coisas, são, invariavelmente, os mais incrédulos. Para os católicos, não crer na virgem Maria, nas imagens de escultura, na infalibilidade papal, nos sacramentos da igreja, significa ser incrédulo; para o verdadeiro cristão, significa ser crente.

Assim era também com os fariseus e sacerdotes nos dias de Cristo. Eles acreditavam em tantas coisas, impunham ao povo aquelas crendices, julgavam e condenavam aos que desobedeciam, que se tornaram, em vez de homens de Deus, juízes, déspotas e tiranos – e descreram em Jesus como Filho de Deus, muito embora dissessem que esperavam a vinda do Messias.“Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem” (Mateus 15:9) – disse Jesus.

Para os fariseus e sacerdotes, alguém não crer em suas doutrinas era o mesmo que ser incrédulo. Se alguém fosse seguidor de Jesus não era visto com bons olhos. “Então o injuriaram, e disseram: Discípulo dele és tu; nós porém, somos discípulos de Moisés”. (João 9:28) – Disseram eles, com indignação e orgulho, ao que lhe perguntara se eles também queriam fazer-se discípulo de Jesus.

Pode parecer incrível, mas hoje, em certas corporações religiosas, mesmo com todo o desenvolvimento que o homem alcançou, se alguém disser que crê somente em Deus, em Jesus Cristo e na sua Palavra – a Bíblia – será considerado como incrédulo. Ou, talvez, no mínimo, uma pessoa de crença duvidosa.

A verdade, mesmo que pareça paradoxal, é que, para se tornar um verdadeiro crente, é necessário descrer. Descrer do amontoado de doutrinas inventadas, dogmas, interpretações fantasiosas, guias espirituais, videntes, profetas... Conforme é dada a advertência na Palavra de Deus: “Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Colossenses 2:8).

Se crer é um dom, descrer também é. E, em alguns casos, descrer pode ser mais difícil do que crer. As injunções religiosas, o medo implantado, o juízo temerário dos guias religiosos, impedem que seus adeptos sejam livres para um conhecimento e aceitação da verdade pura contida nos Evangelhos. Há que se admitir uma profundidade de sentido nas palavras de Cristo: “... e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (João 8:32). E ainda: “Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada”. (Mateus 15:13).

A libertação que Jesus prometera aos que conhecessem a verdade significa libertação do pecado, dos falsos ensinamentos e dos falsos guias. A planta que será arrancada é toda doutrina que não tem sustentação na Palavra de Deus.

Assim, aquele que ama a Verdade, muitas vezes, em certas circunstâncias, tem que desaprender para aprender. Desacreditar para acreditar. Se tornar “incrédulo” para ser um verdadeiro crente.

domingo, 15 de março de 2009

Pesquisa do Dr. Fred Veltman

Em 1982, exatamente cem anos após a publicação de Primeiros Escritos, que não trazem propriamente os primeiríssimos escritos da Sra. Ellen G. White, a Igreja Adventista do Sétimo Dia solicitou a um de seus eruditos, o Dr. Fred Veltman - ver Veltman report-, então chefe do departamento de religião do Pacific Union College [Colégio União do Pacífico], que analisasse as acusações de plágio atribuídas a Ellen White por Walter Rea, autor do livro The White Lie [A mentira White], e outros. Após dedicar oito anos ao estudo da matéria, a revista oficial da denominação para seus ministros, Ministry Magazine, publicou um relatório oficial contendo um resumo do resultado da investigação do Dr. Veltman, especialmente no que se refere a O Desejado de Todas as Nações, sempre considerada a "obra prima", ou o mais primoroso dentre os escritos da Sra. Ellen G. White.
Embora, indubitavelmente, o tema seja do maior interesse de toda a comunidade ASD, o resultado da investigação de Veltman restringiu-se a essa publicação, nunca tendo alcançado a membresia adventista norte-americana e, muito menos, mundial. Atualmente, o relatório completo de 2.561 páginas está disponível no website dos Arquivos da Associação Geral no item "Life of Christ Research Project" dentro de "Categories" http://archives.gc.adventist.org/ast/archives
Eis alguns trechos dessa importante pesquisa, tal como apareceram no número de Ministry de novembro de 1990:
"É de suma importância notar que foi Ellen White mesma, não seus assistentes literários, quem compôs o conteúdo básico do texto do livro O Desejado de Todas as Nações. Ao fazer isto foi ela quem tomou expressões literárias das obras de outros autores sem lhes dar crédito como suas fontes. Segundo, deve-se reconhecer que Ellen White utilizou os escritos de outras pessoas consciente e intencionalmente. . . . Implícita ou explicitamente, Ellen White, e outros que falaram em nome dela, não admitiram, e até negaram, a dependência literária da parte dela". (Pág. 11).
"A maior parte do conteúdo do comentário de Ellen White sobre a vida e o ministério de Cristo, O Desejado de Todas as Nações, é derivado, antes que original. . . . Em termos práticos, esta conclusão declara que não se pode reconhecer nos escritos de Ellen White sobre a vida de Cristo nenhuma categoria geral de conteúdo ou catálogo de idéias que sejam somente dela". (Pág. 12).
"Devo admitir desde o começo que, na minha opinião, este é o problema mais sério a ser deparado com relação à dependência literária de Ellen White. Isto assesta um golpe ao coração de sua honradez, sua integridade, e, portanto, sua confiabilidade". (Pág. 14)
A "conclusão" de nº 4 no estudo de Veltman é que Ellen White empregou um mínimo de 23 fontes de vários tipos de literatura, inclusive ficção, em seus escritos sobre a vida e natureza de Cristo. Mas acrescenta: "Na verdade, não há meios de saber quantas fontes [exatamente] estão representadas na obra de Ellen White sobre a vida de Cristo". (Op. Cit., pág. 13).
Os comentários do Dr. Fred Veltman procedem de alguém amigo, não de algum oponente da Igreja Adventista do Sétimo Dia . É ele não só um amigo, como também um atuante obreiro denominacional. Ministry indagou a Robert Olson, na ocasião secretário do Patrimônio White, se estava satisfeito com a investigação levada a cabo por Veltman: "Estou totalmente satisfeito com esse estudo. Ninguém poderia ter feito um melhor trabalho. Ninguém. Ele [Veltman] o fez como o faria uma pessoa neutra, não como um apologista". (Op. Cit., p. 16).